Reproduzimos a notícia do Períodico El Pueblo.

No dia 11 de Setembro de 2017 as 11h30 da noite aproximadamente, foi detida de forma brutal e arbitrária Itamar Diáz de 18 anos, moradadora de Villa Francia, estudante secundarista e vice-presidente do Centro de Estudnates do Liceo Sara Blinder.

Itamar estava entrando em sua casa quando um barreira de Carabineros (instituição de polícia ostensiva militar do Chile), que se encontravam reprimindo os protestos da população, entrou em sua frente em um veículo blindado, saiu do carro e foi diretamente golpeá-la e tomá-la detida. Seu irmão e sua mãe sairam em sua ajuda e foram também ameaçados com armas de fogo e brutalmente golpeados pelas Fuerzas Especiais.

Em meio à detenção, a policia implantou bombas Molotov em Itamar, passando o controle de detenção e ameaçando uma prisão preventiva. É por isso que fazemos um amplo e urgente chamado a apoiar Itamar e exigir sua liberdade incondicional. Repudiamos absolutamente as maquinações do Velho Estado, amparadas por leis antipovo e facistas como a Lei de Controle de Arma, contra a juventude que luta.

LIBERDADE INCONDICIONAL A ITAMAR E A TODOS/AS OS/AS PRESOS/AS POR LUTAR!

ABAIXO A CRIMINALIZAÇÃO CONTRA A POPULAÇÃO DE VILLA FRANCIA!

ABAIXO AS MAQUINAÇÕES DO VELHO ESTADO E SUA LEI FACISTA DE CONTROLE DE ARMAS!

 

A Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária (UV-LJR) vem a público denunciar as perseguições sofridas por companheiros, por parte de elementos a mando do gerente de turno do estado de São Paulo (Alckmin/PSDB), através de sua corrupta e violenta Polícia Militar.

    Desde o surgimento da UV-LJR, como organização revolucionária de jovens, que sofremos perseguições e intimidações por parte da polícia e outros agentes do velho Estado por todo o país, porém uma situação particular tem acontecido nos últimos meses em São Paulo, sob o gerenciamento do PSDB/DEM. Temos sido alvos de seguimentos ostensivos, pessoas fotografando ativistas, P-2 em atividades políticas etc. Mais recentemente, um companheiro, jovem ativista revolucionário e firme apoiador da imprensa popular e democrática, sofreu uma tentativa de sequestro por homens encapuzados, ao sair da empresa em que trabalha no bairro da Cidade Líder, Zona Leste da capital. Ao escapar da emboscada, foi alvo de dois disparos de arma de fogo, dos quais, por sorte, escapou ileso. Nos dias seguintes, o mesmo carro esteve circundando locais que o mesmo frequenta e com pessoas de dentro do carro tirando fotos. Temos relato de carros seguirem até mesmo pais de nossos ativistas!

    Porque nos atacam?

    Como parte de sua política de extermínio e genocídio da juventude, principalmente pobre e negra da periferia, Alckmin pretende sufocar com terror e em sangue a justa rebeldia da juventude pobre. Segundo pesquisa recente do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP, apenas numa semana de 21 a 27 de Agosto em São Paulo, foram 15 mortes cometidas por policiais militares. Só perderam para as mortes por “desentendimento” (que inclui provavelmente grupos delinquentes). Isto para não falar nas que não entram na conta da PM, pois são praticadas por grupos de extermínio, quase que invariavelmente, ligados à corporação e com objetivos políticos sempre convergentes com a política de extermínio praticada pelo velho Estado.

    Vejamos se não é assim: Esta mesma semana ocorreu o julgamento dos policiais envolvidos na maior chacina da história de SP, em que policiais assassinaram covardemente 17 pessoas da periferia. Pelo menos seis, como sempre, jovens pobres. O motivo teria sido 'vingar a morte de um PM', para isso  elegeram como seu principal inimigo, o povo pobre. Isto não é por acaso. É parte da guerra civil reacionária levada a cabo pelo velho Estado contra o povo, em que se opõem suas decrépitas, corruptas e genocidas forças de repressão às massas desarmadas, oprimidas e em condições de miséria e sem chance de se defenderem. A despeito da consciência ou não dessa situação por parte dos pistoleiros urbanos, a política que os orienta é essa, pois o velho Estado brasileiro não tem outra alternativa para conter o crescente protesto popular, a crescente rebelião das massas, sua politização, organização e consequente radicalização nas suas formas de luta, em particular da sua juventude mais avançada – a juventude combatente. Por isso, dá cobertura material, moral e jurídica – vide a extinção do processo contra os responsáveis pelo massacre do Carandiru – à violência policial, seja ela a cotidiana praticada por policiais fardados, ou enquanto fazem seus 'bicos' trabalhando como grupos de extermínio.

    As condenações pela chacina de Osasco e Barueri, que foi à júri popular, é em função da grande repercussão negativa para o Estado, porém podemos apenas observar os discursos do gerente Alckmin sempre que a PM entra em polêmicas quanto a seus abusos para ver que agradam e muito a seu patrão.

    Prisões políticas e intimidação

    Outra forma da política de Alckmin intimidar a juventude e tentar desencorajá-la para a luta, é através das conhecidas detenções em protestos. Porém este ano em particular, o gerenciamento estadual, juntamente com as FFAA, elevaram o nível da intimidação e, através de uma operação conjunta, prenderam e processaram jovens ativistas por protestarem contra Temer. Utilizando as chamadas 'redes sociais' para atrair pessoas críticas ao governo, aliados a um trabalho de inteligência e espionagem, fizeram as prisões políticas totalmente arbitrárias e sob falsas acusações. Tudo feito para botar medo e criminalizar a justa rebelião.

    O  que o velho Estado burguês-latifúndiário e seus gerentes locais Alckmin-Doria, mais temem, é essa massa sob justa direção revolucionária. Só podem fazer adiá-lo, no entanto! Não podem deter o vigoroso movimento revolucionário que se levanta no país e no mundo por varrer a velha sociedade e construir um novo e luminoso futuro!

    Não nos intimidarão! Continuaremos organizando a juventude proletária e semiproletária urbana, desde suas escolas, locais de trabalho e moradia! Servindo ao povo, como vanguarda e reserva de choque da revolução democrática em nosso país e nas fileiras da revolução proletária mundial!

    Viva a juventude combatente!

    Abaixo as perseguições a mando de Alckmin/PSDB!

    Abaixo a política de extermínio da juventude!

    Rebelar-se é Justo!


Unidade Vermelha, Setembro 2017

 

Resposta do MEPR e da UV-LJR à UJC:

UJC-reformista e seus devaneios eleitoreiros na Pedagogia

 

Qual é o critério que permite determinar se um jovem é ou não revolucionário? Apenas existe um critério: verificar se esse jovem quer ou não ligar-se às grandes massas operárias e camponesas e se, efetivamente, se liga a elas. Se ele quer ligar-se aos operários e camponeses, e se o faz, efetivamente, então é um revolucionário; no caso contrário, é um não revolucionário ou contrarrevolucionário. Se hoje ele se liga às massas de operários e camponeses, hoje ele é um revolucionário. Mas se amanhã ele deixar de ligar-se a elas ou passar a oprimir as pessoas simples do povo, então será um não revolucionário ou um contrarrevolucionário.

(Presidente Mao Tsetung, A orientação do movimento da juventude, 1939)

 

Recentemente, a UJC, apêndice do PCBrasileiro, atacou o MEPR de burocratismo e oportunismo, numa nota na qual dizem fazer um balanço sobre o 37º ENEPe, realizado em julho de 2017 na cidade de Petrolina (PE). Na introdução de sua nota, esses reformistas fazem um breve retrospecto da história de luta na pedagogia relatando a ruptura com a Une em 2004 e a ocupação do MEC em Brasília, em 2006. Da parte da UJC, a acusação de “burocratismo” ao MEPR é no mínimo risível, afinal, onde estavam eles durante a referida ocupação do MEC em 2006? Possivelmente em alguma salinha de departamento de alguma universidade, pois nessa manifestação eles não estavam não! Esses revisionistas nem conhecem essa história direito, nem sabem que nessa ocupação do MEC houve confronto com a Polícia, que houveram prisões e processos que só foram encerrados recentemente, no primeiro semestre de 2017. Senhores burocratas de gabinete, vocês sabem quem foram os presos, quem foram os processados? Todos eram militantes do Movimento Estudantil Popular Revolucionário.

Os revisionistas da UJC, que acusam o MEPR de oportunismo, em sua “breve história da pedagogia”, relatam a ruptura com a Une, em 2004, mas onde estavam eles naquele momento? Na Une, ora bolas! Estavam lá na Une governista, transformada em sub-secretaria do MEC. E não poderia ser diferente, pois em 2002, o PCBrasileiro, aliado ao PT e ao Pecedobê, ajudou, com muito poucos votos é verdade, a eleger Lula a presidente da república. Ajudaram a eleger o Lula que havia escrito a famosa “carta aos banqueiros”, onde se comprometia, caso eleito, a cumprir religiosamente o pagamento dos juros da dívida externa ao FMI e ao monopólio financeiro internacional. Lá estavam eles no congresso da Une em 2003, por isso não sabem nada do que ocorria na luta da pedagogia, por isso não sabem que foi o histórico ENEPe de Natal/RN, de 2004, que aprovou o rompimento com o governismo; não sabem nada das prisões, dos processos de 2006; não sabem, também, que o ministro da educação que mandou prender os estudantes da pedagogia em 2006 era Fernando Haddad. Sabem, porém, que talvez este seja o candidato do PT nas eleições de 2018 e que, muito provavelmente, contará com o apoio dessa sigla oportunista eleitoreira.