A juventude combatente, entre secundaristas, universitários e trabalhadores da cidade e do campo foi às ruas de forma contundente no 14 de Junho, pela Greve Geral de Resistência Nacional e levantou alto suas bandeiras de luta. Abaixo seguem fotos e vídeos registrados por veículos diversos.

Viva a juventude combatente!

Greve Geral de Resistência Nacional!

Nem Bolsonaro, Nem Mourão, Nem Congresso de Corruptos! Fora Forças Armadas Reacionárias!

Yankees, Go Home!

 

Sobre a contradição*

Agosto de 1937

A lei da contradição inerente aos fenômenos, ou lei da unidade dos contrários, é a lei fundamental da dialética materialista. Lenin dizia: “No sentido próprio, a dialética é o estudo da contradição na própria essência dos fenômenos” [1].

Sobre essa lei, Lenin dizia com freqüência que era a essência da dialética, afirmando também que era o núcleo da dialética [2]. É assim que, ao estudarmos tal lei, somos obrigados a abordar um amplo círculo de problemas, um grande número de questões filosóficas. Se formos capazes de esclarecer todas essas questões, nós compreenderemos nos seus verdadeiros fundamentos a dialética materialista. Essas questões são: as duas concepções do mundo, a universalidade da contradição, a particularidade da contradição, a contradição principal e o aspecto principal da contradição, a identidade e a luta dos aspectos da contradição, o lugar do antagonismo na contradição.

A crítica a que, nos círculos filosóficos soviéticos, foi submetido nestes últimos anos o idealismo da escola de Deborine, suscitou um grande interesse entre nós. O idealismo de Deborine exerceu uma influência das mais perniciosas no seio do Partido Comunista da China, não se podendo dizer que as concepções dogmáticas existentes no nosso Partido não tenham coisa alguma a ver com tal escola. É por isso que, atualmente, o objetivo principal do nosso estudo da filosofia é extirpar as concepções dogmáticas.

A seguir publicamos texto de autoria da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo (FRDDP), datado de 2014 em resposta aos ataques oportunistas-eleitoreiros de Jones Manoel (Makaveli), militante do PCBrasileiro, youtuber e dono do blog 'Teorizando'.

Os ataques proferidos por Jones foram publicados no seu blog na época e o centro era atacar organizações classistas e combativas que defendiam o boicote eleitoral, enquanto seu partido -- o PCBrasileiro revisionista -- conclamava a votar no PSOL no 1o turno no PT no 2o. Isso no auge da rebelião de massas iniciada em 2013, que se estende por todo ano de 2014 e culmina com o fracasso completo do oportunismo.

Houve ainda uma 'tréplica', que na verdade foi apenas uma choraminga, em que Jones reclama da resposta da FR por ser um texto "longo, enfadonho, chato, cheio de 'argumentos de autoridade'", isso depois de dedicar algumas linhas a uma atitude policialesca de apontar a rotina e locais de circulação dos militantes do MEPR. Insiste ainda em defender a democracia latifundiária brasileira como suprassumo da liberdade e continua afirmando a validade de participar as eleições com supostas críticas aos ‘maoístas’, só que aí foca em artigos publicados no Jornal A Nova Democracia, confundindo completamente o leitor e desviando o foco do seu embate com a Frente Revolucionária, dizendo não querer entrar em "guerra de citações" (claro, pois isso só provaria seu ecletismo teórico), desviando para um debate com um veículo de imprensa popular e democrático em que muitos autores publicam textos, desde burgueses nacionalistas de esquerda, até comunistas e, dentre eles, a FRDDP – que publicou vários textos –  mas que não implica que todos concordem entre si ou que seja um monolítico de posições.

Vamos ao texto.

 

Sobre a Prática*

Sobre a Relação entre o Conhecimento e a Prática — A Relação entre Conhecer e Agir

O materialismo pré-marxista considerava os problemas do conhecimento sem ter em conta a natureza social dos homens nem o desenvolvimento histórico da humanidade e, por essa razão, era incapaz de compreender que o conhecimento depende da prática social, quer dizer, depende da produção e da luta de classes.

Os marxistas pensam, acima de tudo, que a actividade dos homens na produção constitui justamente a base da sua actividade prática, o determinante de todas as outras actividades. O conhecimento do homem depende essencialmente da sua actividade de produção material, durante a qual vai compreendendo progressivamente os fenómenos da Natureza, as suas propriedades, as suas leis, assim como as relações entre ele próprio, homem, e a Natureza; ao mesmo tempo, pela sua actividade de produção, ele aprende a conhecer em graus diversos, e também duma maneira progressiva, certas relações que existem entre os próprios homens. Todos esses conhecimentos não podem ser adquiridos fora da actividade de produção. Na sociedade sem classes, todo o indivíduo isolado, enquanto membro dessa sociedade, colabora com os demais, entra em determinadas relações de produção com estes e entrega-se a uma actividade de produção orientada para a solução dos problemas relativos à vida material dos homens. Nas diferentes sociedades de classes, os membros dessas sociedades, que pertencem às diferentes classes e que, sob formas diversas, entram em determinadas relações de produção, também se entregam a uma actividade de produção orientada para a solução dos problemas relativos à vida material dos homens. Aí está a fonte principal do desenvolvimento do conhecimento humano.