Pronunciamento oficial do Comando Nacional da Unidade Vermelha:

Viva a Juventude Combatente! Saudação aos revolucionários do Coletivo LUTE!

Vimos através deste comunicado saudar a organização revolucionária LUTE!, pela recente decisão tomada, conforme sua publicação "Viva o marxismo-leninismo-maoísmo!". Remarcamos como importante passo na luta de classes em nosso país e reafirmamos como vitória para nossa revolução e profundo golpe no imperialismo e na reação.

Sabemos que uma vitória dessa envergadura não se dá sem luta, a exemplo da nossa própria luta contra nossas frações revisionistas e dirigentes degenerados; e que certamente os companheiros tiveram também de enfrentar todo o podre discurso revisionista e direitista, seja o de tipo dogmático do "marxismo-leninismo e ponto final!", o eleitoreiro da "via parlamentar", o pós-moderno de "horizontalismo" e das supostas "novas formas de organização", “revolução virtual” etc; bem como, da propaganda imperialista da "nova ordem mundial" e os vômitos reacionários contra o movimento revolucionário no Brasil e a esquerda no mundo com os velhos cacarejos de “pequenos grupos sectários", "esquerdistas", "pequenas organizações" etc. Todos ataques já lançados contra todos os revolucionários, pelos reacionários, oportunistas e revisionistas de toda laia em toda história da humanidade.

Companheiros,

Nós, como uma organização da Juventude, ou seja, uma parcela das classes revolucionárias, devemos reconhecer nosso papel na revolução conforme o definido pelo camarada Stalin, como a "vanguarda e reserva de choque da revolução proletária". Marchamos assim, junto à classe proletária mundial e demais classes revolucionárias de nosso país a serviço da Revolução de Nova Democracia ininterrupta ao socialismo e da Revolução Mundial. Nesse sentido, saudamos o trabalho que vem sendo desenvolvido pelos jovens revolucionários do Lute! junto às massas mais profundas de bairros e periferias.

Não consideramos sermos nós uma organização comunista, entendemos que uma organização de jovens não pode se definir como tal. Defendemos, sim, que o proletariado tem sua ideologia científica, fruto de quase dois séculos de sangrenta luta de classes, esta a mais alta forma de luta que a civilização pôde produzir.

Mais ainda, que esta ideologia hoje, conforme o lançado com fogo no Peru pelo pensamento gonzalo e a guerra popular que dirige de forma invencível há 38 anos, é o maoísmo. Este é o marxismo de hoje.

Reconhecemos também a justeza do que afirma o marxismo de que o proletariado, como classe, deve ter sua vanguarda revolucionária, um partido revolucionário, diferente e oposto a todos os partidos da burguesia. Partido este que, em nosso país, deve ser reconstituído e este sim encarnando a ideologia em sua nova, terceira e superior etapa, o maoísmo, dirigir o povo brasileiro à vitória.
Por fim, reafirmamos que devemos varrer toda a herança do revisionismo e do oportunismo que imperou por muito tempo sobre o movimento popular em nosso país, em especial, do legalismo, do reformismo e das ilusões de classe. Vivemos numa ditadura reacionária e violenta, numa situação de guerra reacionária deste velho Estado contra o povo em que se prepara um golpe de Estado militar contrarrevolucionário e de caráter preventivo ao levante iminente das massas em nosso país. Nós, revolucionários, não tememos, sabemos que só podem fazer adiar a chegada da primavera, porém devemos nos precaver, defender a Revolução a todo custo e não entregar, o que quer que seja, para a reação.

Viva a juventude combatente!
Viva o coletivo LUTE!
Abaixo a Farsa Eleitoral! Não vote, Lute!

Saudações Revolucionárias!
Comando Nacional da Unidade Vermelha - Liga da Juventude Revolucionária
Agosto, 2018
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A seguir republicamos o documento dos companheiros:

MAOISMO, A TERCEIRA, SUPERIOR E ATUAL ETAPA DO MARXISMO

No campo filosófico, podemos afirmar que Mao Tsé-Tung, no contexto da revolução chinesa, se utilizou perfeitamente do materialismo dialético de Marx, Engels e desenvolvido por Lenin, para compreender as contradições fundamentais da sociedade chinesa no que tange a luta de classes, o tipo de revolução a se realizar, a luta ideológica dentro do partido, o combate ao revisionismo moderno, a opressão estrutural diante das nações imperialistas, os três instrumentos necessários para a concretização da revolução, o método inevitável da guerra popular e a necessidade de travar uma permanente revolução cultural para evitar a restauração do capitalismo, após a ascensão do proletariado ao poder, eliminando os resquícios feudais e combatendo os valores burgueses ascendentes. Mais tarde, entendendo o caráter estrutural das contradições aprofundadas do sistema imperialista mundial ao longo do século XX, o Presidente Gonzalo, principal líder da revolução peruana, sistematizou o pensamento Mao Tsé-Tung em torno de valores universais, criando o maoismo, a etapa superior e atual do marxismo.

A SUA APLICAÇÃO UNIVERSAL

Evidentemente, a China guardava as suas peculiaridades e diferenças com os outros países. Não obstante, sua condição de nação atrasada, dominada e explorada pelos países imperialistas, era idêntica a do Brasil, Peru, Índia, Filipinas e a maior parte do mundo, pois o imperialismo é um sistema mundial, a fase superior do capitalismo, como disse Lenin, e logo pressupõe uma determinada estrutura de funcionamento. Essa estrutura se explica na medida em que alguns poucos países (EUA principalmente, mas também Alemanha, Japão, Inglaterra, entre outros) dominam a produção industrial e tecnológica mundial, acumulando a maior parte das riquezas e mantendo propositalmente o resto do mundo numa condição atrasada, agrária, comercial, dependente e que serve unicamente para produzir as matérias-primas mais exigidas pelos países ricos. No Brasil, a predominância das exportações primárias (que representam 60% do total) em sua balança comercial, nos revela factualmente essa relação de semicolonialidade. Em decorrência desse sistema imperialista, que alimenta o semicolonialismo, os camponeses, em sua esmagadora maioria, acabam por ter o direito a terra negado, já que a manutenção da mesma sob propriedade latifundiária expulsa-os cotidianamente. O resultado dessa contradição é o estabelecimento do campesinato pobre em condição de sem terra, sem trabalho, vivendo na informalidade, dependente de migalhas oferecidas pelas oligarquias latifundiárias (os chamadas ‘coronéis’) e submetendo-se a relações semifeudais, tanto na produção, realizando serviços em troca de comida ou de uma pequena produção familiar, quanto na política, compondo currais eleitorais e elegendo as famílias que dominam a propriedade da terra (família Sarney, Collor, Calheiros, Agripino, Jereissati, ACM, etc). Nesse sentido, o desenvolvimento do capitalismo brasileiro se torna burocrático, pois não pode se desenvolver plenamente. E o Estado acaba dominado pelo latifúndio e por uma grande burguesia que se divide em duas frações, a burocrática, que se apoia no poder “público” para sobreviver (Odebrecht, Friboi, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Eike Batista, etc), e a compradora ou comercial, setor monopolista do varejo, dos serviços e do sistema bancário. Todos eles sócios do imperialismo, tanto econômica, através da abertura de capital, quanto política, garantindo a manutenção da ordem social, a opressão e repressão sobre os movimentos camponeses, operários e da pequena burguesia, e a estagnação da média burguesia.

Diante do jugo imperialista, necessitamos, primordialmente, como parte de uma revolução proletária mundial, de uma revolução anti-imperialista, democrática e de libertação nacional, que reúna as classes oprimidas, isto é, o campesinato pobre, o proletariado, a pequena e a média burguesia (esta última cercada e influenciada para seguir a revolução, e não a reação), em torno do partido comunista revolucionário, dirigido pelo proletariado, que instaure um regime de Nova Democracia em direção ininterrupta ao socialismo. Neste regime, o Estado das classes revolucionárias coletivizará as grandes empresas, expropriará o latifúndio e apoiará economicamente a pequena e a média burguesia (esta última caso se alie à revolução). Uma vez desenvolvida a coletivização completa da agricultura e a industrialização e ciência nacional, a propriedade privada restante é gradativamente eliminada, encaminhando a revolução socialista.

OS TRÊS INSTRUMENTOS DA REVOLUÇÃO: PARTIDO, EXÉRCITO E FRENTE ÚNICA

Para garantir o sucesso da revolução, necessitamos, como dito, de um partido revolucionário dirigido pelo proletariado. Não obstante, este partido, além de estruturado em torno do centralismo democrático, deve ser militarizado, pois como dizia Lamarca: “Para enfrentar militares é preciso ser militar”. O Estado, instrumento de domínio das classes dominantes, está cada vez mais militarizado, logo, devemos nos equiparar belicamente para obter êxito em nossa gloriosa revolução. Isto significa fundamentalmente que precisamos de um exército revolucionário que, através da guerra popular, aglutine os camponeses e trave a revolução armada no campo em direção e cercando as cidades. Juntamente com esses dois instrumentos revolucionários, precisamos de uma Frente Única, que unifique as classes revolucionárias, os intelectuais, estudantes e demais setores populares.

A NECESSIDADE DE CONSTRUIR O NOVO ESTADO DURANTE A GUERRA POPULAR

No percurso da guerra popular, enquanto as massas camponesas organizadas no exército revolucionário vão tomando as terras do latifúndio, escolas populares, assembleias, comitês, brigadas culturais, serviços de saúde, enfim, organismos do poder popular devem ser criados, de modo que as massas assimilem o marxismo-leninismo-maoismo e sejam preparadas para tomar o poder e vivenciar ativamente o novo governo.

A LINHA DE MASSAS

O trabalho do partido junto as massas exploradas deve se basear na perspectiva ‘das massas para as massas’, ou seja, o partido deve ir até as massas, recolher os seus desejos e necessidades dispersas, aglutiná-los, e voltar à elas com a solução, com base evidentemente no marxismo-leninismo-maoismo, num processo permanente de discussão em assembleias populares.

A LUTA DE DUAS LINHAS

O Partido também possui divergências internas, fruto da luta de classes na própria sociedade. Para estabelecer e garantir a aplicação da linha correta, do marxismo-leninismo-maoismo, é preciso travar uma profunda e permanente luta ideológica, evitando a supremacia do revisionismo, como aconteceu, por exemplo, na União Soviética. Para isso, deve-se convencer os militantes confusos e refutar as frações revisionistas de esquerda e direita. Se houver sabotagem, propaganda golpista e conspiração, como Trotsky fez, os partidários devem ser expulsos.

A GRANDE REVOLUÇÃO CULTURAL PROLETÁRIA

Embora os capitalistas e demais classes dominantes já tenham sido derrubados, eles ainda tentam usar as ideias velhas, a cultura velha, os costumes velhos, os hábitos velhos para corromperem as massas, subjugarem os sentimentos do povo, esforçando-se para restaurar a velha ordem. O proletariado, organizado em seu Partido, pelo contrário, deve atacar frontalmente os capitalistas em todos os desafios na esfera ideológica e usar o novo pensamento proletário e sua nova cultura, novos costumes, novos hábitos para transformar a atitude mental de toda a sociedade. O objetivo é lutar e quebrar as autoridades que seguem o capitalismo, repudiar a “autoridade” acadêmica reacionária da burguesia, repudiar os burgueses e toda ideologia das classes opressoras, reformar a educação, reformar as artes e a literatura, reformar tudo o que não se adapte à superestrutura da base econômica socialista, de modo a consolidar e desenvolver o sistema socialista.

Avançar ao maoismo significa adotar o auge teórico e contemporâneo da ideologia do proletariado, unificar a luta revolucionária no Brasil, preparar a guerra popular e a vitória da revolução proletária mundial!