Republicamos texto da FERP-Chile 200 Años, La Rebelión Se Justifica N°19:

Johanna Bertha Julie von Westphalen, ou Jenny, como chamavam-na, nasceu em 12 de fevereiro de 1814 no seio de uma conhecida família aristocrata alemã (antes Prússia), mas decidida a renunciar a seus privilégios e a lutar pela classe operária.

Desde muito jovem namorou com Karl Marx e com 7 anos de compromisso, à idade de 22 anos, se casou com Karl Marx, quem então tinha 18 anos. Desde então foram companheiros de luta e de vida.

Juntos, em família, passaram momentos adversos em exílios e perseguições. Jenny sempre quis mostrar-se forte ante aos problemas por que passava que do contrário poderia debilitar a moral de sua família. Ela aguentou e lutou por sair à frente, superar a pobreza e as dores da morte, que levou quatro de seus sete filhos, sendo apenas crianças.

Dada sua participação política e sua posição pela classe operária, a intimidação foi constante em sua vida. Assim mesmo, junto à sua família tiveram de mudarem-se continuamente buscando estabilidade. Entretanto, Jenny retratava seu pensamento comunista em textos e passagens.

Sua atividade na política foi difícil, às vezes limitada e invisibilizada devido a seu sexo. Mesmo em 1846, ainda vivia em Bruxelas pode desenvolver uma participação política mais ativa, sendo a primeira mulher membro na Liga Comunista, participando na União de Trabalhadores Alemães dando conferências e organizando encontros.

Em janeiro desse mesmo ano, Jenny e Karl trabalharam juntos para terminar o Manifesto Comunista. Ela fez as acusações de Marx legíveis para transmitir que a revolução era correta, inevitável e iminente.

Assim, a companheira Jenny Marx se transforma em um exemplo de mulher revolucionária, que deixou seus privilégios e decidiu viver na pobreza e com o medo constante da repressão, tudo por amor à classe operária, ao povo.

Jenny leva a bandeira da revolução no peito, não se derrotou por não ser reconhecida em sua época já que de todas formas foi capaz de aportar para a ideologia do proletariado, o marxismo. Ante às adversidades não se deixou vencer, mas tratou para sair à frente com o que fosse e dando tudo por sua família e a revolução. Junto com milhares de outras mulheres, Jenny está na grande história de combatentes que têm dedicado sua vida à revolução.