Republicamos nota do Jornal A Nova Democracia.

Em celebração ao Dia Nacional do Estudante Combatente, estudantes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) realizaram um ato político como parte da mobilização nacional chamada pela Executiva Nacional dos Estudantes de pedagogia (ExNEPe), no dia 29/03, no campus de Guarulhos.

As discussões tiveram como principal assunto a intervenção militar em curso no Rio de Janeiro, o fechamento de escolas e universidades e a falsa regulamentação da profissão do pedagogo. Além disso, foram prestadas as devidas homenagem ao secundarista Edson Luiz, assassinado pelas reação no regime militar em 28 de março de 1968.

O ato contou com a participação de dezenas de estudantes e ativistas revolucionários do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), Unidade Vermelha - Liga da Juventude Revolucionária (UV-LJR), Palmeiras Antifascista (P16) e uma ativista que participou ativamente da Ocupação do Bandejão da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

Na fala dos participantes, foi denunciada a atual guerra civil reacionária desatada contra o povo, expressa de maneira mais profunda na intervenção militar em curso no RJ. Também foi denunciada a falsa regulamentação da profissão do pedagogo e as vitórias que a ExNEPe tem alcançado para barrá-la. 

A ameaça à privatização de todo o ensino público também foi discutida, e colocado reiteradamente que só a luta combativa, independente e classista é que pode impor derrotas à ofensiva privatista do imperialismo, principalmente ianque. Tais políticas vem com severas ameaças à autonomia e a democracia universitária, bandeiras históricas do movimento estudantil que foram defendidas com muita luta e sangue dos mais aguerridos estudantes brasileiros. Foi colocado que é necessário o co-governo estudantil nas universidades para haver verdadeira democracia universitária e real defesa do maior direito conquistado até hoje pelos estudantes, que é a gratuidade.

A luta mais importante das últimas décadas pela defesa da gratuidade do ensino público foi travada na Vitoriosa Ocupação do Bandejão da Uerj, e foi sobre essa rica experiência que a ativista que compôs a mesa se deteve. Mobilizando, organizando e politizando os estudantes, a ocupação foi capaz de conquistar uma vitória importantíssima e apontar para maior participação dos estudantes nas decisões da universidade, mostrando que a organização dos estudantes é muito mais avançada que a da atrasada estrutura universitária brasileira. 

No encerramento, o grupo de Rap Ameaça Vermelha se apresentou cantado duas músicas que memoram a luta da juventude combatente  e dos estudantes nos últimos anos: "Juventude combatente" e "Juventude combatente parte 2". A apresentação dos companheiros elevou a moral e o espirito combativo de todos os presentes, dando exemplos concretos da capacidade da juventude de impor derrotas ao inimigo ao lutarem pela real conquista dos seus direitos. 

Após a apresentação, os estudantes entoaram palavras de ordem como Avante, avante, avante juventude, a luta é o que muda, o resto só ilude! e Ir ao combate sem temer, ousar, lutar, ousar, vencer!. E como forma de denunciar os partidos eleitoreiros que se colocam como possíveis fantoches da grande burguesia, do latifúndio e do imperialismo nas próximas eleições, foi ouvida por toda a Unifesp a palavra de ordem Eleição é farsa, não muda nada, não! Organizar o povo para fazer a Revolução!