A Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária se solidariza com os companheiros e companheiras da FAG (Federação Anarquista Gaúcha), e repudia com firme ódio de classe a famigerada Operação Érebo.

Em novembro de 2017, a Polícia Civil de Porto Alegre deflagrou esta odiosa operação com o único intuito de criminalizar o movimento popular, expressado ali, na Federação Anarquista Gaúcha. E o pior de tudo, foi a justificativa que usaram para criminalizar a organização: a descoberta de três livros “clandestinos”!

 Como o jornal A Nova Democracia já havia afirmado nas matérias sobre o assunto, colocar livros como “provas” de crime é um absurdo. A Defensora Pública Mariana Capellari havia afirmado: “Eu não sei se as pessoas não se lembram, mas tem uma ação muito específica que aconteceu lá atrás que foi a apreensão de livros. Isso é um mecanismo que acontecia na ditadura... Não existe fundamento jurídico ou legal para a apreensão de livros. Não é um objeto de crime.”

Nós, da Unidade Vermelha, que tivemos vários companheiros presos criminalizados por terem se rebelado contra a farra da Fifa em 2014, sabemos muito bem como funciona esse Judiciário. Ao contrário do que a propaganda do monopólio de imprensa quer colocar, de que este seria o único dos três podres ‘Poderes’ que seria justo e que de fato funcionaria, na verdade, defende interesses de classe, fazendo parte de toda esta estrutura carcomida, servindo a este velho Estado de grandes burgueses e latifundiários.

 Mais do que nunca, é necessário apoiar de todas as formas os mínimos direitos democráticos que nosso povo conquistou com tanta luta e sangue, desde o fim do regime militar até agora.

A intervenção militar no Rio de Janeiro, recentemente, apenas demonstra que as classes dominantes temem a insurgência do protesto popular e que a única forma de se manterem no Poder é exercendo a ditadura aberta, através do fascismo, da contrarrevolução armada por meio de intervenção militar, como tantos generais da reserva já têm declarado publicamente.

 A criminalização contra a FAG levou à demissão da companheira Lorena de seu emprego, a sofrer intensa perseguição política. Este é outro crime do velho Estado contra o povo.

 A experiência histórica demonstra cabalmente, que em todos os países do mundo, aqueles que lutaram pelos direitos das classes exploradas sempre foram perseguidos e reprimidos. Por isso, afirmamos com firme convicção que a rebelião se justifica.

A história demonstra que os inimigos do povo apenas tendem a causar distúrbios e fracassar, enquanto as forças do povo tendem a ser derrotadas e saírem vitoriosas. Com esse espírito, declaramos que essa operação está fadada ao fracasso e apenas representa mais uma forma de tantas que a burguesia tem, de tentar criminalizar o movimento popular em nosso país e deter o iminente levante de massas. NÃO PASSARÃO!

 

Lutar não é crime!

 Abaixo à operação Érebo!

 Viva o movimento popular, independente, classista e combativo!

 Rebelar-se é justo!

 

 Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária, 22 de Março de 2018.