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 A seguir publicamos conteúdo do panfleto a ser distribuído pela Unidade Vermelha neste Dia Nacional do Estudante Combatente. Link para o download do PDF aqui: https://we.tl/JqvXKrdLEb 

Em meio às históricas lutas estudantis que fizeram parte da resistência contra o regime militar fascista, no dia 28 de Março de 1968, o secundarista, Edson Luís de Lima Souto era covardemente assassinado pela polícia.

Edson foi baleado durante uma manifestação de estudantes secundaristas que protestavam contra o aumento do preço da refeição estudantil, contra os ataques aos trabalhadores e contra o regime.

 Vimos, portanto, antes de mais nada saudar o estudante combatente Edson Luis e reafirmar que sua luta não será em vão!

 50 anos após a morte do estudante, o Rio de Janeiro está passando por uma intervenção militar, que é já o início de um golpe de Estado militar contrarrevolucionário em todo o país. Esta medida revela o grau avançado de decomposição do velho Estado burguês-latifundiário, serviçal do imperialismo, principalmente ianque.

 

 

A intervenção militar é uma

grave ameaça ao Ensino Público

 

As Forças Armadas de um país são a força medular do seu Estado, o poder de fato e, portanto, a última instância a garantir a esta podre ordem de exploração imposta pelas classes dominantes – no caso do Brasil, a grande burguesia e os latifundiários – como mantenedores históricos de nossa subjugação nacional.

A intervenção militar é também o novo patamar a que chega a guerra civil reacionária levada a cabo pelo velho Estado contra o povo pobre e, ao contrário do propagandeado, não visa defender o povo contra o “crime organizado”; este longe de ser nosso principal problema, mas sim, conter a revolta popular e a radicalização de suas formas de luta que se agigantam cada vez mais.

O último e mais grave exemplo da escalada desta guerra civil é o assassinato da vereadora do PSOL, Marielle Franco.

Este golpe terá ainda graves consequências para o Ensino. Ataques como os projetos “Escola Sem Partido“, “Ensino Média à Distância – EAD“ e a maldita “Reforma do Ensino Médio“ ganharão cada vez mais vulto e submeterão a educação brasileira a uma era de trevas colocando em risco o nosso direito de estudar e aprender.

Em contrapartida, as massas erguerão cada vez mais alto a bandeira da revolução democrática por transformar por completo a velha sociedade e defenderão com unhas e dentes, como historicamente o tem feito, todos seus direitos, com a juventude combativa sempre na vanguarda de choque. Os professores em São Paulo acabam de derrotar a Reforma da Previdência de João Doria/PSDB e demonstram assim que só o caminho da luta combativa, independente e classista pode nos trazer vitórias!

 

Dois Caminhos do Movimento Estudantil

Em nosso país existem dois caminhos do Movimento Estudantil. O velho e carcomido caminho burocrático, eleitoreiro e oportunista, representado, principalmente, pela UNE/UBES/UMES/UEE. E, na direção correta e oposta está o caminho democratico-revolucionário, da qual nós da Unidade Vermelha – LJR orgulhosamente fazemos parte.

Os ataques do velho Estado contra o ensino público estão cada vez mais graves. A situação das escolas é drástica e demanda que todos os estudantes se posicionem decididamente! Temos de defender de forma aguerrida nosso direito de estudar e aprender, bem como defender um ensino gratuito, democrático e a serviço do povo, sobretudo, a partir de um programa revolucionário de transformação completa da sociedade!

Dito isso, nossa corrente revolucionária de estudantes secundaristas aponta a necessidade do rompimento com o oportunismo eleitoreiro, do pacifismo e conciliação de classe.

Sabemos que o mínimo que avançamos nestes quesitos foi com muito suor e sangue da classe, com a organização e a luta combativa, independente e classista e sabemos da mesma forma que não avançaremos mais sem a superação desta velha ordem. Por isso a palavra de ordem hoje é “Resistir, Combater!”.

Impor a resistência à intervenção militar e aos ataques às Escolas brasileiras e desde lá convertê-las em trincheiras de combate pela ampliação de nossas conquistas até a superação completa desta velha ordem de exploração e opressão do povo.

Viva a Juventude Combatente!

Nem intervenção militar, nem farsa eleitoral! Viva a revolução agrária, anti-feudal e anti-imperialista!

Edson Luís, Presente na Luta!

Rebelar-se é Justo!