Com informações do Blog da Redação AND

Na tarde do último dia 30 de abril ocorreu, em São Paulo, a Marcha Antifascista. Cerca de mil manifestantes se concentraram na Praça da Sé, mesmo local onde, no ano de 1934, comunistas, anarquistas e progressistas em geral se reuniram para impedir um comício de integrantes da Ação Integralista Brasileira, partido fascista liderado por Plínio Salgado. O histórico confronto contra os integralistas ficou conhecido como a “Revoada das Galinhas Verdes”.

Faixa e ativistas do Movimento Feminino Popular (MFP), São Paulo, 30 de abril.

Mais uma vez, agora em 2016, manifestantes antifascistas se encontraram para demonstrar publicamente o rechaço ao fascismo do velho Estado burguês-latifundiário. Apesar de alguns governistas tentarem intervir e mudar o tom do ato para uma defesa oportunista da gerência Dilma/PT, a manifestação manteve as palavras de ordem combativas contra a farsa eleitoral, a repressão policial e prestou homenagens à luta dos estudantes secundaristas, professores e aos camponeses, além de brandar alto a necessidade de uma Grande Revolução no Brasil.
Organizações revolucionárias como a Unidade Vermelha, o Movimento Feminino Popular (MFP), entre outras, organizaram um bloco vermelho, combativo e bem organizado em fileiras com retratos de brasileiros e brasileiras que verteram seu sangue na luta contra o regime militar fascista.
O ato percorreu o Centro de São Paulo até a sede do antigo DEOPS (Departamento Estadual de Ordem Política e Social), que prendeu, torturou e assassinou pessoas que se opuseram ao regime militar fascista que infelicitou o Brasil de 1964 até 1985. De lá, o ato prosseguiu e terminou em frente ao prédio do Centro Paula Souza, onde estudantes secundaristas das Etec’s ocupam o prédio contra a chamada ‘máfia da merenda’ e o corte de verbas na educação.

Seguem algumas fotos da manifestação: