Com informações do Blog da Redação AND

No dia 11/11, estudantes de Campinas bloquearam uma das principais rodovias da região, a Rodovia Santos Dumont, com uma barricada de pneus em chamas. Os secundaristas deram exemplo de combatividade nesta ação em repúdio à contrarreforma do Ensino Médio e aos pacotes antipovo do gerenciamento Temer.

Em outras regiões da cidade, estudantes secundaristas também trancaram as principais vias da cidade nas regiões de periferia. Ao todo, mais de 300 estudantes estiveram nessa manhã de sexta empreendendo ações combativas em repúdio à contrarreforma do Ensino Médio e à draconiana PEC 55 (antiga PEC 241). Tomaram parte destes vigorosos atos o Comando das Escolas Ocupadas e ativistas da Unidade Vermelha.

Estudantes protestam contra ataques do gerenciamento Temer

A grande maioria dos estudantes tem atuado e se organizado cada vez mais em comissões e comandos de ocupação independentes. E, apesar das combativas manifestações terem sido realizadas no chamado “Dia Nacional de Luta” (convocado pelas centrais corporativizadas), os jovens não têm se dobrado à cooptação das mesmas, nem tampouco à suas sucursais trotskistas que, ao verem o rechaço de suas políticas oportunistas pela juventude, tem vergonhosamente deixado de apoiar a luta dos movimentos populares.

O combativo ato na Santos Dumond

O Comitê de Apoio ao AND de Campinas acompanhou o ato de corte de rodovia na Rodovia Santos Dumont. O Comando das Escolas Ocupadas solicitou a nossa presença e nos comunicou com antecedência. Por volta das 06:20 cerca de 15 estudantes bloquearam o sentido Indaiatuba-Campinas da rodovia estendendo uma faixa que se lia “Contra a PEC 241/55 e a Reforma do Ensino Médio”, partindo para o sentido contrário em seguida, onde com muita disposição e combatividade lançaram pneus na rodovia, incendiando-os em seguida. Um pequeno incidente houve quando um indivíduo de mente apodrecida pela propaganda reacionária dos meios de comunicação tentou furar o bloqueio na avenida e quase incendiou seu próprio carro, nada que atrapalhasse a disposição e firmeza dos jovens. O protesto seguiu com gritos de palavra de ordem e uma pichação que surgiu no muro do canteiro central com a consigna “Rebelar-se é justo!”.

Com o trânsito bloqueado, a repressão teve dificuldade em acessar o local, e, quando chegou, os jovens já haviam se dispersado.