Na madrugada do dia 01 de dezembro, o bairro de Paraisópolis foi alvo de mais um ataque criminoso da Polícia Militar de São Paulo, enquanto ocorria o baile funk conhecido como “DZ7” (nome da principal rua onde acontece a festa) com presença de cerca de 5 mil pessoas, na sua maioria jovens, a PM fez um cerco no bairro, encurralou as pessoas ali presentes e iniciou o massacre, utilizando todo tipo de maquinário de repressão, indo de bomba de gás lacrimogênio, bala de borracha, chegando a dar disparos com arma de fogo. O que se viu em Paraisópolis foi uma demonstração aberta do que são as forças de repressão desse velho Estado podre e o seu trato com as massas populares do nosso país. O que fazem individualmente principalmente com juventude pobre e negra nas periferias de todo o Brasil diariamente, a polícia fez em massa, torturando os jovens a céu aberto, utilizando tudo que tinha disponível pra isso, desde seus cassetetes até garrafas de vidro, pedra, etc. Intimidaram moradores que pediram socorro e desmarcaram diretamente todos os pedidos no canal que possuem com o SAMU. De imediato após esse ataque terrorista da PM em Paraisópolis, os monopólios de comunicação trataram de dizer que os jovens assassinados pela polícia foram mortos pisoteados na “dispersão” do baile. Não demorou muito tempo quando os vídeos começaram a sair que logo foi desmentido, ficou claro que esses jovens foram assassinados sendo espancados pela polícia. Os familiares foram unânimes no reconhecimento dos corpos em sinalizar que as marcas não era de pisoteamento, e que os rostos estavam com edemas graves sendo sinais claros de lesão por espancamento. Muitos relatos de jovens também que ficaram asfixiados, já que encurralados em becos e vielas, a polícia passou a jogar bomba de gás lacrimogênio por puro sadismo, pois a PM cercava as duas saídas de todas as vielas e os jovens não tinham para onde ir.

Diferente do que alegam os monopólios de comunicação, dizendo o massacre foi um “problema operacional” ou “falta de preparo”, o que aconteceu de fato foi mais uma chacina da polícia militar de São Paulo com aval tanto do governo estadual, como do governo federal. No dia 01 de novembro um policial foi morto em Paraisópolis, e desde ali são vários relatos dos moradores de comentários que chegavam na periferia onde diziam que o “troco pela morte dele viria”, não coincidentemente exatamente um mês depois ocorreu esse massacre durante o baile da DZ7. Esse tipo de ataque da polícia não é novidade nenhuma para que mora na periferia de São Paulo, recordemos em 2015 que após a morte de um policial em Osasco, 17 jovens foram fuzilados a queima roupas em um bar por policiais militares e guardas-civis, e que mesmo diante de tantas provas até hoje seguem sem punição alguma por parte da “justiça” desse velho Estado.

No início do ano João Dória deu diversas declaração dizendo que a polícia atiraria pra matar, e que o velho Estado contrataria os “melhores advogados” para defendê-los contra as acusações. Na vergonhosa coletiva de imprensa após o ocorrido, João Dória saudou a polícia militar de São Paulo pela sua atuação, e os policiais disseram que fizeram “tudo dentro da normalidade” em sua prática comum de “controle de distúrbios”, e que estavam ali porque supostamente motoristas de uma moto que estava sendo perseguida por eles “se infiltrou no baile” e efetuou disparos contra a polícia. Apesar da mentira descarada sobre perseguição, ademais eles estão certos, agiram dentro da normalidade da PM: tortura e assassinato de jovens dentro da periferia! E sobre prática comum no “controle de distúrbio”, aplicaram o que é conhecido como cordão de Hamburgo, tática que usaram e muito principalmente após as jornadas de junho/julho de 2013 onde cercavam os manifestantes para depois iniciar o “procedimento comum da PM” com espancamentos, tiros de bala de borracha e explosão de bombas dentro do cerco. É importante pontuar que já algum tempo a PM de São Paulo vem atacando não só manifestações, mas todo tipo de aglomeração de massas que acontece no estado. Praticamente todo final de semana invadem bailes funks, no carnaval atacam os blocos de rua, nas festas populares atacam as pessoas presentes alegando controle da ordem. E depois vão a público querer vender a ideia de que estão fazendo isso pra combater o
tráfico, ou seja, uma bela piada de mau gosto! Gostaríamos de ver se tem essa mesma determinação nas festas dos ricaços, que como é de conhecimento de todos são regadas a todo tipo de droga, financiadas com dinheiro roubado do povo, e que ocorrem não só sem intervenção da polícia, como a mesma estará a postos para protegê-los diante de qualquer adversidade!

Não podemos entender o ataque terrorista da PM ocorrido em Paraisópolis como fato isolado. Desde 2016 o jornal A Nova Democracia vem remarcando com diversos fatos que o que vivemos em nosso país é umaguerra civil reacionária do Velho Estado contra as amplas massas de nosso país. São diversos  massacres não somente na periferia, mas também no campo que vem aumentando cada vez mais com o golpe contrarrevolucionário em marcha no nosso país. Todo movimento que o velho Estado faz no que chamam de “segurança pública” é para facilitar as condições de repressão das chamadas “forças de segurança” e endurecer as penas contra os supostos “criminosos”. São declarações e mais declarações de bossais como Bolsonaro, Dória, Witzel e toda sorte de bandidos e canalhas encastelados no velho Estado dizendo que estão “combatendo o crime” para justificar essas operações criminosas na cidade e no campo, mas na verdade estão é com medo do futuro levantamento das massas em nosso país, pois, sabem que não demorará muito diante das condições de vida do nosso povo (reforma trabalhista, reforma da previdência, desemprego, aumento do custo de vidas, privatização do ensino público etc) para as massas se levantarem em rebelião contra esse velho Estado. Não é atoa que deram diversas declarações falando em AI-5 se acontecesse no
Brasil o mesmo que ocorreu no Chile, Bolívia e recentemente na Colômbia. O que se tem em comum em todas essas revoltas citadas acima é a presença e o peso da juventude, principalmente das massas mais empobrecidas, que entra com toda sua energia na rebelião contra o velho Estado. Nós jovens estamos cada vez mais privados de acesso a lazer e cultura, sabemos que dentro das periferias tem pouco ou nenhum local para simplesmente conversar, fazer teatro, sarau, música ou praticar algum esporte. Ocupamos as ruas por conta disso, e quando fazemos isso automaticamente somos alvos desse velho Estado! E se ficamos em casa somos alvo do mesmo jeito, vide o caso do jovem Lucas de Santo André que foi assassinado e jogado no rio pela polícia enquanto praticava o terrível crime de jogar videogame. Dentro dessas condições duras de vida que estamos vivendo, não existe outro caminho, senão se organizar para enfrentar esse velho Estado. Esperar que essa “justiça” podre do velho Estado resolva alguma coisa, ou que simplesmente basta esperar que as condições vão melhorar, não passa de pura ilusão, já que os chamados três poderes desse velho Estado servem única e exclusivamente aos latifundiários, grandes burgueses e imperialistas, principalmente ianques, que mandam e desmandam do nosso país. Para nós das massas populares sobram somente as migalhas e a repressão.

Nós da Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária, nos colocamos contra mais esse crime do velho Estado contra o povo. Afirmamos com toda certeza, que o único caminho para juventude mudar essa situação é se organizar principalmente nos bairros de periferia, dentro das escolas secundaristas, para que assim possa através da luta popular ir mudando essa situação, fortalecendo a luta pela Revolução de Nova Democracia ininterrupta ao socialismo, único caminho para as massas populares em nosso país. Aos familiares, amigos e pessoas próximas dos jovens assassinados, prestamos toda a nossa solidariedade e apoio, saibam que jamais serão esquecidos pelo nosso povo. Aos latifundiários, grandes burgueses e imperialistas, principalmente ianques, e as suas forças de repressão relembramos que quem semeia vento colhe tempestade, e que não importa o aparato de repressão que montem, as massas vão se levantar em rebelião, como bem diz um hino camponês: O risco que corre o pau corre o machado, não há o que temer!
Marcos Paulo de Oliveira, Dennys Guilherme do Santos Franca, Dennys Henrique Quirino da Silva, Gustavo Cruz Xavier, Gabriel Rogério de Moraes, Mateus dos Santos Costa, Bruno Gabriel dos Santos, Eduardo Silva e Luara Victoria de Oliveira: Presentes!

Dória/PM assassinos e terroristas!
Rebelar-se é justo!
Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária