A seguir repercutimos a grave denúncia do Movimento Fagulha à aliança sinistra entre o peleguismo sindical e o movimento estudantil eleitoreiro (PCdoB, UJS/Levante e UNE) para delatar a juventude combatente durante as manifestações pela Greve Geral (15 e 30 de Maio e 14 de Junho).

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Nota: Derrotar as reformas anti-povo, o peleguismo e a conciliação de classes com a Greve Geral de resistência nacional

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Aqui em Foz do Iguaçu, existe a Unidade Sindical e Popular, grupo que reúne democratas, ex-combatentes de 64, ativistas classistas, sindicatos e movimentos sociais que tem por objetivo organizar a luta conjunta. Esta, assim como no movimento estudantil, também tem dois caminhos a seguir, o de luta ou o de imobilismo e assim como em nosso meio, os pelegos também se infiltram lá, atuando sempre como bombeiros da luta de classes.

A luta que travamos diante da organização geral da greve, foi para que no dia 15/05, ato unificado onde estiveram presentes cerca de 7 mil pessoas, a manifestação saísse pelas ruas e não ficasse apenas parada no bosque como alguns deles preferiam por “questão de segurança”. Já viamos aí a falta de confiança nas massas que desde o dia 29 de abril e 01 de maio tinham a disposição de fazer uma passeata e esta não se concretizou.

Outra luta foi travada no ato do dia 30/05, quando recuaram na organização conjunta, colocando para nós, estudantes, que seria feito o apoio, porém que estavam guardando recursos para o dia 14/06. Algo que os estudantes da UNILA, IF e Unioeste em organização conjunta colocaram como prejudicial, pois nesse dia, apesar de vitorioso, fomos a única categoria a paralisar. Em reunião para tratar sobre isso, quando uma parte dos estudantes queriam expor a situação e cobrar de maneira mais aberta essa adesão, justamente alguns militantes da UNE expressaram todo o peleguismo advogando pelo lado de quem estava recuando na luta.

Em meio ao dia 14/06, o que vimos não foi diferente por parte dos oportunistas que atuam em meio a quem luta. O recuo na luta contra a reforma da previdência que não era pautada com vigor, as ações combativas que se encerravam no horário de almoço e estes mesmo tendo a possibilidade de parar o transporte público, como declarou Vitorassi, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz, não o fizeram.

A pelegagem que existe no meio estudantil e sindical se uniu com a finalidade de criminalizar ações não dirigidas por eles. Ainda que estas ações fossem coerentes com o esperado em um dia de greve geral, o que se vê claro uma vez que os próprios passageiros desceram dos ônibus cumprimentando os manifestantes, mostrando assim apoio à atuação dos manifestantes. Os dois caminhos se expressam em várias instâncias, por isso devemos ter claro que não há unidade com esses bombeiros da luta de classe. Tanto o movimento estudantil quanto o movimento sindical verdadeiramente democráticos e classistas devem romper com esses inimigos que insistem em tentar se passar por lutadores.

Um dos principais representantes da linha pelega, que estava na ânsia de criminalizar os que lutam foi Vitorassi, que já é um velho conhecido, como dizem os próprios trabalhadores, como vendido aos empresários, traidor dos interesses dos trabalhadores. Trabalhadores estes que no mês de maio fizeram uma paralização e denunciaram suas práticas, quando na ocasião os demitidos lutavam pelo pagamento de seus direitos, não de maneira parcelada, como propôs a empresa e foram abandonados por Vitorassi.

Cartaz confeccionado por trabalhadores do transporte coletivo de Foz do Iguaçu e exposto em virtude da paralisação realizada no dia 05/06.

No dia 14, enquanto queria convencer a Unidade Sindical à fazer uma nota criminalizando os manifestantes, Vitorazzi chegou ao absurdo de propor uma nota de agradecimento a polícia pela detenção do professor. E inclusive falou que ia depor contra ele se a polícia o chamasse. Além de dizer que a polícia se comportou muito e elogiar a ação. Em mensagem de grupo do whatsapp que nos foi passada, Vitorassi revela que:

[sic] “Gente eu quero que se posivel pesa desculpas pelo ocorrido a policia e dizer que foi um ato isolado caso precise ir ao comando da pm”
[sic] “Pedido de desculpas é a melhor maneira de resolver mais para isso precisamos ser grande”

Ali também fez sua grave confissão de que entregou jovens no dia 28/04/17 à polícia. Em áudio diz:

[sic] “dado o tumulto não deu para eles pegarem (a polícia), lá no bosque guarani me chamaram para um acerto de contas (a polícia), ou eu colocasse eles (os jovens) no carro e apresentava eles na polícia ou ia largar bomba e bala de borracha até entregar os 2 jovens. O que que eu fiz? Coloquei eles no carro e levei na delegacia, registrei o b.o.[…]”
[sic]”A polícia militar se comportou muito bem conosco, a guarda municipal, idem, o Foztrans idem, deu todas as condições para nós fazer um belo movimento, a polícia militar não pode ser responsabilizada por ato isolado de militante […] Qualquer nota que vier contra a polícia, a guarda municipal e a Foztrans eu me recuso a assinar!”

Outros sindicalistas dirigentes do PcdoB se colocaram também neste grupo dizendo:

Homem Dirigente sindical 1

[sic] “Não é que ngm pediu, a polícia militar pediu, nós antes da polícia pedimos, a guarda municipal pediu [..] A polícia só jogou bomba depois que se negaram a sair, ai não tem jeito, polícia é polícia. […] A ação deles que é reprovável, não o fato da polícia jogar bombar que é consequencia da cretinisse deles […]”

Mulher Dirigente sindical 2

[sic] “Temos que fazer uma reunião de avaliação e avaliar, o que vamos fazer com esse grupo nas próximas mobilizações”

Como não houve concordância com esta postura dentro da unidade sindical, onde prevalece um posicionamente democrático e classista, nenhuma nota de criminalização foi lançada o que levou estes a deixarem o grupo.

Junto a estes, alguns militantes que compõem a famigerada e apodrecida UNE, além de criminalizar os estudantes em redes sociais, fizeram postagens mentirosas sobre como se deram as ações, prometeram não deixar barato o que ocorreu, defendendo a polícia porque está só agiu como consequencia das ações ocorridas no dia de greve geral. Como a ação de passar pano para polícia dos pelegos não foi bem vista pelos estudantes em geral, fizeram de tudo para adiar a assembleia de hoje (18/06) através do comando de greve e assim desmobilizar o debate.

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Nada disso nunca foi suficiente para abalar o ânimo de luta de nosso povo. Toda nossa solidariedade aos que foram atingidos, física e psicologicamente, pela repressão em seu justo direito de lutar e se defender dos ataques das hordas fascistas. Conclamamos a juventude combativa a se organizarem de maneira independente e classista! Sigamos o exemplo da grandiosa resistência palestina, bandeira que nosso movimento se orgulha em propagandear! Seguimos com a certeza de que a cada passo, nosso povo alcança novos patamares em sua luta e mais dia, menos dia, como nos mostra a história, certamente triunfará!

IR AO COMBATE SEM TEMER, OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

CRESCE, CRESCE, POR TODO BRASIL O NOVO MOVIMENTO COMBATIVO ESTUDANTIL!

ABAIXO A REPRESSÃO POLICIAL E SEUS AGENTES DO OPORTUNISMO!

ABAIXO O OPORTUNISMO ELEITOREIRO E CARREIRISTA!

NEM BOLSONARO, NEM MOURÃO, NEM CONGRESSO CORRUPTO! FORA INTERVENÇÃO MILITAR!

VIVA A GREVE GERAL DE RESISTÊNCIA NACIONAL!