Reproduzimos importante pronunciamento do Movimento Estudantil Popular - Peru (MEP).

Tradução não-oficial.

 

PRONUNCIAMENTO

O Movimento Esutdantil Popular (MEP), assumindo firmemente a princípios de aço da linha de classe linha no movimento estudantil e popular, expressamos nossa saudação fervorosa aos estudantes e nosso querido povo, afirmando:

O MEP, como uma organização classista, procura desenvolver uma estratégia justa e correta para unificar o movimento estudantil. Taticamente, desenvolver o principal: bases em universidades, institutos e escolas, sob a ideologia justa e correta do marxismo-leninismo-maoismo (MLM). Tarefa já em andamento, que deve aumentar a partir de agora. Portanto, o MEP pretende se tornar a vanguarda do movimento estudantil lutando incansavelmente por realizar a unificação do movimento estudantil nacional sob uma linha de classe, como parte da unificação nacional dos estudantes que procuram reconstituir a Federação de Estudantes do Peru, para colocá-la a serviço dos estudantes e do povo; e com isto contribuir para a libertação do nosso povo, que terá lugar no meio de um processo de luta prolongada.


Da mesma forma, com o desenvolvimento da linha de classe dentro do movimento estudantil estamos dando um duro golpe no imperialismo, no capitalismo burocrático e na semi-feudalidade; as três montanhas que estão oprimindo nosso povo. Como expressão da luta de classes no seio do movimento estudantil, contendam dois caminhos, o caminho burocráticao, caminho reacionário e a serviço do imperialismo; e o caminho democrático, caminho do povo que busca sua libertação. Portanto, como estudantes que desfraldamos o classismo como parte do caminho democrático; e como intelectuais em formação, o produto final do nosso intelecto não pode ser senão o desenvolvimento de uma cultura a serviço da classe: o proletariado. Por esta razão, como estudantes classistas, devemos desfraldar, defender e aplicar a consigna Por uma universidade científica, nacional e popular!

Agora vejamos como está o mundo, o momento atual em que vivemos é a fase final do capitalismo, do imperialismo, que caracterizou com precisão o MEP no I ENCONTRO DE ESTUDANTES como "monopolista, parasitário e agonizante". Etapa em que o proletariado mundial com sua ideologia, o MLM, finalmente enterrará de uma vez por todas o imperialismo. Vivemos momentos históricos importantes que exigem de cada um de nós uma ação correta e não só isso, mas também unificar todos os oprimidos do mundo para a luta final contra o inimigo comum, que é o imperialismo. Para essa tarefa, o MEP procura contribuir com suas lutas e com a unificação do movimento estudantil. Portanto, é necessário lutar contra os planos imperialistas em todas as partes do mundo e vê-lo como inimigo declarado da humanidade.

No que diz respeito à nossa realidade concreta dizemos que somos uma sociedade semifeudal e semicolonial, onde um capitalismo burocrático que Mariátegui e os desenvolvedores de seu pensamento definiram com precisão. Há outras definições que se apresentam para esconder suas traições e parar o caminho da libertação do povo peruano, que dizem que somos um país "colonial, semi-colonial e semi-feudal ..." isto como fundo reflete apenas mais oportunismo de direita e tenta justificar sua incorporação no velho Estado juntando-se com prefeitos e outros reacionários, outra diz que somos "capitalista dependente com atraso semifeudal no pensamento", que não é senão outra expressão do oportunismo de direita que busca no fundo viabilizar o caminho do cretinismo parlamentar. Portanto, sem clareza do que somos como sociedade, não podemos ter uma prática social correta.


Vamos analisar o governo Vizcarra, como ele se desenvolve desde a sua chegada ao poder. Vemos que é mais da mesma repressão, continuador dos planos imperialistas, principalmente ianques. Para dar um exemplo de como age temos a resposta violenta dada na "marcha contra a corrupção" de 27 de julho de 2018, com bombas de gás lacrimogêneo, foguetes, rochabus, atingindo e detendo os filhos do povo; seu apelo para um "referendo" é apenas para dirimir suas pugnas--de diferentes matizes, mas não em substância--com a fração compradora representada pelo aprofujimorismo e em meio ao oportunismo rastejante levando o povo para o lado de Vizcarra; ver seu desempenho no problema da mineração, como tem respondido às justas exigências das massas camponesas na defesa de suas terras, por acaso não tem respondido com uma dura repressão buscando expulsar a sangue e fogo a população de seus locais; para fechar portas de 2018 aprovou o Decreto Supremo Nº 345-2018-EF em que corta os direitos trabalhistas e ante o protesto justo das massas, em 15 de janeiro de 2019 respondeu com repressão feroz, deixando saldo de vários detidos e um aluno alvejado com chumbo grosso na perna; na universidade prosseguiu a sua política de reprimir protestos estudantis apenas defendendo a lei universidade No 30220 que Vizcarra disse que a "potenciaria", ou seja, em fatos; se traduz, maior violação de direitos e continuação da privatização da educação pública e gratuita.


Então, de que maneira vemos, que se está alinhado com os planos do imperialismo firmados no consenso de Washington. Esta é a cara de Vizcarra na prática em relação às massas populares, não nos deixemos ser tomados pelo discurso, mas pelos fatos.
Como o MEP analisa a  Lei 30220 da Universidade definida no I Encontro de Estudantes, "Sobre a Lei da Universidade de 30220 ... a necessidade de lutar pela sua REVOGAÇÃO".


Assim como o MEP, analisando a realidade concreta que vivemos plantea unificar os estudantes avançados, democráticos e progressistas para combater os planos de privatização que cinge no corpo docente, desenvolvendo uma frente estudantil nacional poderosa em defesa da universidade pública e gratuita, tarefa que a  Federação de Estudantes do Peru (FEP) deveria cumprir, mas por ser cooptado pelo oportunismo do Patria Roja, não faz seu papel. Portanto, é necessário esforçar-se para RECONSTITUIR a FEP e colocá-lo a serviço dos estudantes e do povo. Por sua vez, lutar contra o irmão gêmeo do Patria Roja, o MOVADEF que se camufla com a linguagem de classe para levar os alunos ao caminho do cretinismo parlamentar. É vital entender isso.

Para atender a esses objetivos, o MEP considera necessário UNIFICAR os alunos e RECONSTITUIR a FEP; Para isso, propomos começar analisando os seguintes pontos:
1. Situação nacional e internacional
2. Situação do movimento popular
3. Situação do movimento estudantil
4. Articulação e tarefas para desenvolver

O MEP prevê que a unificação dos estudantes se dará, colocando-nos um passo à frente daqueles sectores oportunistas e revisionistas, que só vêem no movimento estudantil a oportunidade de conseguir um lugar no velho Estado burocrático-latifundiário, ao que rejeitamos e marcamos com o fogo de nossa prática.

JANEIRO DE 2019