Fotografia tirada para um trabalho de história no Liceo 1 que foi utilizada pelo monopólio de imprensa para criminalizar os estudantes.

 

Reprouzimos a seguir artigo publicado no nº23 do jornal estudantil La Rebelión Se Justifica

O projeto de lei “Sala de Aula Democrática” - ex Sala de Aula Segura ou expressa lei de expulsão – Foi aprovado pelo parlamento para ser implementado. Se bem, a propósito da pressão popular e o não acordo entre as frações da grande burguesia fez com que o projeto se modificasse em certos aspectos, o certo é que está nova lei venha a golpear o movimento estudantil, especificamente o direito de protestar.

Para conseguir aprovar está medida, o velho Estado, usando todos seus partidos burgueses-latifundiários (desde UDI¹ até “PC”² e FA³), colocou primeiro na opinião pública a ideia de que quem faz protestos populares em escolas secundaristas são delinquentes, pondo no mesmo nível agressões contra professores em contextos cotidianos com contextos de manifestações, esvaziando o conteúdo político das mobilizações estudantis. Houve até aqueles que atribuíram a justa rebelião da juventude a um problema de natureza psicológica, como o revisionista Jaime Gajardo (ex-presidente do Colégio de Professores).

No entanto, esse ponto mudou. As classes dominantes usando o monopólio de imprensa publicaram reportagens-montagens que apontavam para as organizações que supostamente estavam por trás dos protestos, primeiro com uma reportagem no jornal La Tercera e depois com reportagem do Canal 13 sobre a “doutrinação” no Liceo 1 de Santiago.

Assim, pouco a pouco continuaram com a propaganda criminalizadora do protesto popular, qualificando de “manifestante bom” quem não infringe os marcos institucionais e “manifestante mau” quem fere tal marco e atentam contra a propriedade privada e aplicam a autodefesa contra a repressão policial.

O certo é que essa medida busca acelerar os mecanismos para desarticular e reprimir qualquer tipo de organização política dentro dos estabelecimentos, independente se estas organizações estão voltadas a combater ou não. A principal preocupação do velho Estado é combater o crescimento do protesto e da politização que vem se incrementando há alguns anos entre a juventude secundarista em diferentes liceus, especialmente os do centro de Santiago, que além disso, tem aumentado em suas matriculas a incorporação de estudantes pobres de diferentes bairros da capital.

Por outro lado, o gerenciamento de Piñera busca acelerar as privatizações como também aniquilar as vitórias parciais do movimento estudantil desde 2001 até o presente, caminho trilhado pelos governos anteriores da “Nova Maioria”. A mesma situação se observa em universidades com tradição de luta como a Pedagógica (que tem uma tendência a fechar). Por isso é necessário levantar e fortalecer a organizações revolucionária nos diferentes liceus e universidades para repudiar com ações e protestos está nova lei criminalizadora e reacionária. Não permitimos o retrocesso de nossas conquistas!

 

Notas:

¹ - União Democrática Independente

² - Partido Comunista do Chile (partido revisionista auxiliar do velho Estado)

³ - Frente Ampla (Coligação entre partidos da falsa-esquerda eleitoreira)